Palestrantes: Edna Tavares (FAEV - Faculdade Europeia de Educação. CESM - Centro Educacional Sonho Meu. PMC/ES)
Vânia de Oliveira (Projeto de extensão Informa-ação e Cultura. PMC/ES)
Mediação: Marta Leandro da Mata (Departamento de Biblioteconomia da Ufes)
Dia: 13 de julho de 2017 (Quinta-feira)
Local: Auditório Salão Rosa, ED II, Ufes (Goiabeiras/ES).
Horário: 18h30min
Fonte: http://projetoinformaacaoecultura.blogspot.com.br/2017/06/convite-para-mesa-redonda-planejamento.html
Esse blog dedica-se ao processo de pesquisa que gira em torno da narrativa oral e da competência em informação do contador de histórias capixaba.
10 de jul de 2017
22 de mai de 2015
FÓRUM DE DISCUSSÃO: INFORMATION LITERACY, POSSÍVEIS CAMINHOS E REFLEXÕES
Em 2010 realizamos o primeiro Fórum de Competência
Informacional (Information Literacy)
nas dependências da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), tendo a
presença da professora Bernadete Santos Campello que na ocasião ministrou a
palestra Gostar de ler, gostar de
aprender. Em 2015 realizaremos o segundo fórum, dando continuidade ao
processo de reflexão sobre a Information
Literacy e as possíveis denominações utilizadas no Brasil e no Estado do
Espírito Santo (ES), principalmente no que se refere aos diálogos que giram em
torno do Letramento Informacional e da Competência em Informação no âmbito da
Biblioteconomia e da Ciência da Informação.
O Fórum de discussão “Information Literacy, possíveis caminhos e
reflexões” tem como meta interagir com profissionais bibliotecários,
discentes e docentes do Curso de Biblioteconomia e demais membros da comunidade
interna e externa à Universidade. Assim sendo, registra-se a parceria
estabelecida entre o Conselho Regional de Biblioteconomia - 6ª Região (CRB 6) e
o Departamento de Biblioteconomia do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas
(CCJE) da UFES, ao contar com o apoio do projeto “No balanço das redes dos contadores de histórias: habilidades e
competências do narrador no século XX” ligado à linha de pesquisa
Sociedade, Informação e Cultura (s).
Local: Auditório Manoel Vereza – CCJE-UFES
Inscrições: no local do evento (vagas limitadas
a 215 participantes por ordem de chegada)
Informações sobre a programação: http://projetoinformaacaoecultura.blogspot.com.br/
22 de set de 2014
Programação do II Seminário de Integração em Ciência da Informação
Dia:
30
de setembro de 2014
Horário: 15 as 22 horas
Local: Salão
Azul (ED VII - CCJE - Ufes)
ABERTURA DO EVENTO
15h - Composição e exposição dos membros da mesa.
15h20min - Introdução das apresentações de trabalhos.
Mediação: Lucileide Lima (Dinter UnB).
Mediação: Lucileide Lima (Dinter UnB).
APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS
15h30min - Relatos de experiências
1º RELATO DE EXPERIÊNCIA DAS ATIVIDADES DE INCENTIVO À LEITURA DA BIBLIOTECA PÚBLICA DE VIANA (ES): O LUGAR DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS NESSE CONTEXTO. Rita Santos Amorin (Prefeitura Municipal de Viana/ES)
2º PLANEJAMENTO E IMPLANTAÇÃO DE OFICINAS DE CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS NA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO. João Vitor Lemos Batista (Ufes).
3º PROJETO INFORMA-AÇÃO E CULTURA: MEMÓRIA CULTURAL DA IMPLANTAÇÃO DE PROJETO DE LEITURA NO AMBULATÓRIO PEDIÁTRICO DO HUCAM. Alzinete Maria Roccon Biancardi e Meri Nadia Marques Gerlin (Ufes)
16h30min - Projetos de pesquisas
1º NARRATIVAS VISUAIS:
ENFOQUES NA FOTOGRAFIA. Elane Couto
Uliana (Prefeitura Municipal de Vitória)
2º LEITURA E DIALOGICIDADE: REFLEXÕES. Neuza Balbino de Souza (Ufes)
3º ESTUDO DE CASO DA (RE)ESTRUTURAÇÃO DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES DA REDE MUNICIPAL DE VILA VELHA-ES. Eliete Almeida (Ufes).
4º MEDIAÇÃO CULTURAL NAS INSTITUIÇÕES ARQUIVÍSTICAS: O PAPEL DO ARQUIVO PÚBLICO DO ESPÍRITO SANTO. Taiguara Villela Aldabalde (Ufes) e Georgete Medleg Rodrigues (Orientador UnB)
5º A ATUAÇÃO DAS REDES SOCIAIS NAS AÇÕES DE RESPOSTA A DESASTRES NATURAIS. Julia Bellia Margoto (UFES) e Jorge Henrique Cabral Fernandes (UnB)
6º TERRITÓRIO, INFORMAÇÃO E MERCADO DE CAFÉ: UMA BREVE ARTICULAÇÃO SOB A NOÇÃO DE REGIME DE INFORMAÇÃO. Lucileide Andrade de Lima do Nascimento (UFES) e Emir José Suaiden (UNB)
18h30min - Intervalo
MESA REDONDA
19h - Temática: No balanço das redes dos contadores de histórias: habilidades e competências dos sujeitos narradores no século XXI.
Estabelecimento de diálogo
com Elmira Simeão (UnB) e Meri Gerlin (Ufes).
19h20min – Fortalecimento do debate.
19h20min – Fortalecimento do debate.
Mediação: Luzia Zorzal (Dinter UnB-Ufes).
SARAU DE CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS
20h30min – Início do desenvolvimento do Sarau de Contação de Histórias coordenado pelo Projeto Informa-Ação e Cultura.
Apresentação performática da narrativa “A
galinha de capoeira” de Fabíola Colares. Narração de Ronilda Soares (Prefeitura
Municipal de Cariacica).
Apresentação das narrativas de histórias de acordo com as inscrições realizadas no local do evento.
Mediação: João Vitor Batista (Ufes).
Fonte: http://seminariodinter.blogspot.com.br/
29 de ago de 2014
II Seminário de Integração em Ciência da Informação
Participe do II Seminário de Integração em Ciência da
Informação “No balanço das redes dos contadores de histórias: habilidades e
competências dos sujeitos narradores no século XXI”.
O evento acontecerá no dia 30 de setembro de 2014, das 15 às 22 horas, no Salão Azul, EDVII do CCJE/Ufes e contará com palestras, atividades culturais e apresentação de trabalhos.
Para obter outras informações sobre a apresentação de trabalhos e outros detalhes sobre o evento, basta acessar o blog do seminário:http://seminariodinter.blogspot.com.br/
9 de ago de 2014
As lendas capixabas no ambiente virtual e a produção de competência leitora na escola e no mundo
Essa publicação tem como objetivo pensar aspectos relativos à disseminação das informações contidas nas
lendas capixabas, a fim de contribuir com a competência leitora pela via do gênero textual narrativo
no ambiente virtual. Para isso, inicia um resgate conceitual no qual recorre a autores como Le
Coadic (1996), Chartier (1994), Simeão (2012), Cuevas (2008), Gasque (2011) e Haverty (2002),
para pensar questões relacionadas com a competência leitora e disseminação das informações
contidas nas narrativas orais. Apreende-se que a contribuição da Arquitetura da Informação tornará
possível o planejamento da adequação das narrativas no Banco de Lendas da Região Metropolitana
da Grande Vitória (ES), ao enfocar as necessidades de informação do público-alvo, assim como,
possibilitar encontrar parâmetros para adequação do gênero textual oral na Web. Compreende-se
ainda que na perspectiva da Ciência da Informação a área de atuação requer uma equipe trans e
interdisciplinar, para trabalhar na constituição de um conjunto de procedimentos metodológicos a
serem criados para o contexto da pesquisa.
Para acessar o artigo:
http://repositorios.questoesemrede.uff.br/repositorios/bitstream/handle/123456789/1330/Gerlim_Rosemberg.pdf?sequence=1
lendas capixabas, a fim de contribuir com a competência leitora pela via do gênero textual narrativo
no ambiente virtual. Para isso, inicia um resgate conceitual no qual recorre a autores como Le
Coadic (1996), Chartier (1994), Simeão (2012), Cuevas (2008), Gasque (2011) e Haverty (2002),
para pensar questões relacionadas com a competência leitora e disseminação das informações
contidas nas narrativas orais. Apreende-se que a contribuição da Arquitetura da Informação tornará
possível o planejamento da adequação das narrativas no Banco de Lendas da Região Metropolitana
da Grande Vitória (ES), ao enfocar as necessidades de informação do público-alvo, assim como,
possibilitar encontrar parâmetros para adequação do gênero textual oral na Web. Compreende-se
ainda que na perspectiva da Ciência da Informação a área de atuação requer uma equipe trans e
interdisciplinar, para trabalhar na constituição de um conjunto de procedimentos metodológicos a
serem criados para o contexto da pesquisa.
Para acessar o artigo:
http://repositorios.questoesemrede.uff.br/repositorios/bitstream/handle/123456789/1330/Gerlim_Rosemberg.pdf?sequence=1
7 de mar de 2013
PASSO-A-PASSO PARA UMA MELHOR UTILIZAÇÃO DE IMAGENS
NO CONTEXTO PEDAGÓGICO DA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
1º PASSO: A SELEÇÃO DOS
CONCEITOS
Identifique autores que discutam os conceitos selecionados
para o momento planejado, por conseguinte, faça uma análise detalhada das obras
indicadas no programa de ensino e/ou que tenham ligação com o conteúdo da
ementa. Além do exposto, torna-se necessário a realização de uma triagem dos fragmentos
teóricos que ofereçam uma sustentação ao desenvolvimento da atividade dialógica,
bem como, um recorte cuidadoso dos fragmentos que possibilite uma cadência
lógica do processo de discussão.
2º PASSO: A SELEÇÃO DAS
IMAGENS
O segundo passo requer um levantamento prévio das imagens
numa base de dados e/ou no acervo pessoal do educador, atualmente tendo como opção a utilização da ferramenta
de busca Google Imagens, que possibilita a visualização de um número
considerável de fotos/imagens que são armazenadas na Web. Desse modo, escolha imagens
que possam incentivar a participação e facilmente ser articuladas aos conceitos
da Ciência da Informação, tais como, sociedade em rede, competência digital,
competência informacional dentre outros de interesse do grupo com o qual irá trabalhar.
3º PASSO: A ARTICULAÇÃO
DOS CONCEITOS
Em seguida, armazene os fragmentos da teoria selecionada, por exemplo, no
Power Point juntamente com as imagens contextualizadas, de forma que algumas
imagens sejam utilizadas antes da apresentação dos conceitos, possibilitando,
com isso, uma discussão mais livre entre os alunos. O contrário também deve
acontecer, em determinados momentos apresente os fragmentos teóricos e em seguida as imagens,
de forma que possam auxiliar no processo de diálogo.
4º PASSO: A REPLICAÇÃO
DA DINÂMICA
Mesmo que o objetivo principal da atividade pedagógica não
seja a replicação da dinâmica, recomende a utilização da técnica para os alunos
apresentando os passos para a sua realização. Um recurso que
pode facilmente ser utilizado é o armazenamento das informações num vídeo com a finalidade de ser disponibilizado para os alunos.
6 de mar de 2013
A AVALIAÇÃO E ALGUMAS CONSIDERAÇÕES EM TORNO DO RELATÓRIO DA PRÁTICA DE ENSINO (SEGUNDA PARTE)
AVALIAÇÃO
Perante o estabelecimento de diálogo dos onze alunos que participaram do processo, segue as imagens que foram utilizadas tanto para as reflexões quanto para a avaliação, bem como, aquilo que foi produzido em torno dos objetivos propostos:
"Quanto a primeira imagem, realmente
vem ao encontro do exposto, ao propor um mundo em rede, interligado, com mouses
ligados" (ALUNO E).
"Entendo que hoje não podemos viver desconectados dessa rede,
'sociedade' da informação. Mas mesmo inseridas nesse contexto, não podemos
abrir mão do nosso senso crítico, da nossa competência de avaliação de
informações [...]" (ALUNO K).
Essa imagem permite refletir "A internet interligando o mundo"
(ALUNO B).
“Nesse contexto, a construção de competências é um desafio" (ALUNO
D).
A "Sociedade em rede apresenta o atual
comportamento mundial, mostrando a informalidade e a pessoalidade – em que as
pessoas têm o contato, principalmente, virtualmente, mas também as empresas,
que utilizam a tecnologia para criar novas formas de gestão" (ALUNO C).
"A primeira imagem nos traz a ideia de que
as tecnologias configuram as normas de comunicação, de ligação em que não só o
mundo corporativo está firmado mas toda a sociedade" (ALUNO J).
"Com relação ás competências, na área
da ciência da informação, aparenta ser a capacidade de discernimento dentre
aquilo que está disponível e ter a criticidade suficiente para resolver e
separar aquilo que é importante e real daquilo que é irrelevante e
falso" (ALUNO C).
Por outro lado, na administração entende-se,
de maneira geral, que competência é a capacidade que se tem de resolver
algo" (ALUNO C).
"Na busca interminável por novas
competências corremos os riscos de não nos tornarmos grandes especialistas em
nada. Sem dúvida existem competências mais generalistas que são buscadas por
todos empregadores ou áreas" (ALUNO G);
"É fato que na atual sociedade de rede
em que nos encontramos, as informações são disponibilizadas de forma muito
rápida, de modo quase instantâneo, e compartilhada por um número muito amplo,
ou global de pessoas" (ALUNO I).
"É importante salientar que nem sempre
há uma análise, ou mesmo, crítica das informações que são disseminadas ao
grande público global. Dessa forma, faz-se necessário 'saber ler' criticamente
os dados, informações disponibilizadas" (ALUNO I).
"As instituições necessitam de dados e informações para
gerir suas atividades e projetos" (ALUNO A).
"A gestão pode unir pessoas e informações na tentativa de produzir algo rentável" (ALUNO B).
"A gestão pode unir pessoas e informações na tentativa de produzir algo rentável" (ALUNO B).
Terminado o diálogo em torno dos conceitos e das imagens, iniciou-se o processo de avaliação por meio da escrita que teve como finalidade registrar parte do que foi colocado oralmente. Desse modo, segue a descrição dos pontos fracos e fortes da aula:
PONTOS
FORTES:
|
PONTOS
FRACOS
|
O estilo da apresentação
|
|
Interação entre os participantes e
|
Excesso de teoria
|
a composição dos slides em si foram boas,
|
porém, alguns foram extensos
|
O tema discutido é bastante atual
|
|
e as análises foram enriquecedoras
|
-
|
Escrever sobre as imagens] permite aos participantes
mais tímidos [...] expor suas ideias
|
-
|
Gostei muito da utilização das imagens durante a
apresentação
|
-
|
AVALIAÇÃO "positiva, aula diferente com imagens
e diálogo entre “turma” e “professora”...
|
-
|
"A discussão foi pertinente e a forma de
reflexão sobre as imagens nos traz diferentes olhares
|
-
|
e contribui para melhor compreensão do assunto
|
-
|
A informação foi recebida e passada de forma competente
e, de maneira mais breve possível
|
-
|
contribui para melhorar o controle
de um grupo (empresa) e do homem (indivíduo)"
|
-
|
Achei toda a dinâmica bem interessante e gostei
muito de como a dinâmica foi conduzida
|
-
|
Esse texto relata a proposta de uma atividade possível de ser
desenvolvida em cursos de pós-graduação de qualquer área tendo como aporte conceitos
básicos estudados pela Ciência da Informação. Além disso, apresenta a sala de
aula como um espaço de pensar, praticar, refletir, sentir,
deliberar e avaliar, assim como, de recomeçar novamente este ciclo caso
seja necessário. Por meio da dinâmica relatada e a partir dela pôde-se exercitar o
planejamento de uma atividade pedagógica interdisciplinar pautada no diálogo
(PADILHA, 2005).
O exposto também permite avaliar a postura da
doutoranda na sala de aula como professora/aluna. Como docente, mesmo tendo
utilizado essa dinâmica de trabalho algumas vezes, o resultado permitiu uma
resignificação da sua prática perante as avaliações dos alunos do mestrado em
Administração. Como aluna do doutorado em Ciência da Informação, possibilitou entrar
em contato com pressupostos teóricos que permitiram repensar a escrita do
projeto em curso.
REFERÊNCIAS UTILIZADAS
BICALHO, Lucinéia Maria; OLIVEIRA, Marlene de. Aspectos conceituais da transdiciplinaridade e a pesquisa em Ciência da Informação. Inf. & Soc.:Est., João Pessoa, v.21, n.2, p. 87-102, maio/ago. 2011.
CASTELLS, M. A Sociedade em Rede: a era da Informação: economia, sociedade e cultura. Vol. 1. São Paulo: Paz e Terra, 1999.
GARCÍA-MORENO, Maria Antonia. As tecnologias da informação e comunicação no contexto da alfabetização digital e informacional. In: CUERVAS, Aurora Cerveró; SIMEÃO, Elmira. Alfabetização informacional e inclusão digital: modelo de infoinclusão social. Brasília: Thesaurus, 2011. 219 p.
JAPIASSÚ, Hilton; MARCONDES, Danilo. Dicionário básico de filosofia. 3ª ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001.
MARCUSCHI, L. A. Compreensão de texto: algumas reflexões. In. DIONISIO, A. P. e BEZERRA, M. A. (orgs.) O livro didático de Português: múltiplos olhares. 2ª ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 2003.
PADILHA, Paulo Roberto. Planejamento dialógico. SP: Cortez, 2005.
SILVA, José Carlos Teixeira da; PLONSKI, Guilherme Ary. Inovação tecnológica: desafio organizacional. Prod. v.6, n.2, São Paulo, July/Dec. 1996. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/prod/v6n2/v6n2a03.pdf. Acesso em: 15 fev. 2013.
RELATÓRIO DE PRÁTICA DE ENSINO: ATIVIDADE DIALÓGICA AO TRABALHAR COM IMAGENS E CONTEXTOS RELACIONADOS COM O CAMPO DA CIÊNCIA
DA INFORMAÇÃO (PRIMEIRA PARTE)
INTRODUÇÃO
Apresentação do relatório de prática de ensino, como uma exigência da disciplina Estágio em docência I, ministrada pelo professor Dr. André Porto Ancona Lopez pertencente ao Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade de Brasília (UnB). A atividade pedagógica realizada no Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal do Espírito Santo (PPGAdm-UFES), teve o acompanhamento da professora Drª Monica de Fátima Bianco, responsável pela disciplina Tecnologias de Gestão e Processos de Trabalho (ADM 9008).
DESENVOLVIMENTO
PLANEJAMENTO
No primeiro momento do planejamento estabeleceu-se contato com a professora responsável pela disciplina. Assim sendo, iniciou-se uma análise dos temas apresentados no programa de ensino e, por conseguinte, das possibilidades de diálogos entre as disciplinas envolvidas no processo: a administração e a ciência da informação. Percebeu-se, então, na interdisciplinaridade, o vislumbre de um "diálogo entre disciplinas" e/ou de uma apropriação mútua de metodologias, princípios, teorias e conceitos construtos entre as áreas de conhecimento (JAPIASSÚ, 2001).
No segundo momento de planejamento, decidiu-se que o método da atividade teria como base a articulação de
teoria com imagens, sendo esta uma atividade recorrente o diferencial estaria no
olhar diferenciado durante as discussões. Em seguida, realizou-se a seleção de fragmentos das obras dos autores anteriormente
selecionados, bem como, das imagens que seriam utilizadas durante a aula no
Google Imagens, assim como, procedeu-se a organização da seleção no Power Point
tendo como finalidade a exposição no dia 19 de
fevereiro de 2013, das 15 às 17 horas.
OBJETIVOS
Ao final do momento de discussão, os envolvidos foram convidados a identificar algumas bases conceituais recomendadas no programa da disciplina e, por fim, refletir acerca das possibilidades de aplicações no que se refere a área de atuação de cada sujeito.
ESTRATÉGIAS
A atividade dialógica, teve como
parâmetros a (o):
- Exposição
teórica dos temas relacionados à competência, sociedade em rede e gestão, bem
como, de imagens que convidaram a uma possível reflexão;
- Dinâmica baseada
na disponibilização de imagens no Power Point/data show, tendo como
finalidade pensar na aplicação dos conceitos;
-
Armazenamento das imagens, sons e questões num vídeo que foi disponibilizado para
a turma na aula do dia 26 de fevereiro de 2013.
ATIVIDADE DIALÓGICA
Do que seria uma conversa prévia com os alunos surgiu a introdução do primeiro assunto discutido: sociedade da informação. Em seguida, fragmentos das obras de autores como Castells (1999) e García-Moreno (2011) complementaram a discussão tanto do conceito sociedade da informação quanto do próximo a ser contemplado: competência em informação. Segue as imagens selecionadas para o primeiro contexto da discussão: sociedade da informação.
As análises das primeiras imagens
ampliaram a compreensão dos fragmentos da teoria da obra de Castells (1999), ao
contextualizar que “O processo atual
de transformação tecnológica expande-se exponencialmente em razão de sua
capacidade de criar uma interface entre campos tecnológicos mediante uma
linguagem digital comum na qual
a informação é gerada, armazenada, recuperada, processada e transmitida.
Vivemos em um mundo que se tornou digital”. Por consequência, nesse momento o
diálogo inicial, provocou uma reflexão acerca do que as tecnologias de busca
proporcionam em diversos campos de atuação social (GARCÍA-MORENO, 2011).
Segue as imagens selecionadas para o
segundo contexto da discussão que também esteve presente no primeiro momento: a
competência.
As reflexões acerca dessas imagens
também foram ao encontro da teoria selecionada, o que possibilitou considerar que “O
caminho para uma verdadeira sociedade da informação, inevitavelmente, passa
pelo desenvolvimento de estruturas tecnológicas que permitem o acesso em termos
de igualdade dos indivíduos que compõem essa sociedade” (GARCÍA-MORENO, 2011).
Esse diálogo encaminhou as reflexões para a explanação dos conceitos de competência tanto para o contexto da ciência da Informação quanto para a administração, que em certo momento foram definidas como um aprendizado individual e coletivo na organização, bem como, a escolha dessas competências pode assegurar o progresso da gestão e a sobrevivência da empresa (SILVA; PLONSKI, 1996).
Esse diálogo encaminhou as reflexões para a explanação dos conceitos de competência tanto para o contexto da ciência da Informação quanto para a administração, que em certo momento foram definidas como um aprendizado individual e coletivo na organização, bem como, a escolha dessas competências pode assegurar o progresso da gestão e a sobrevivência da empresa (SILVA; PLONSKI, 1996).
Além do exposto, foram articulados fragmentos
teóricos e imagens que deram visibilidade a contextos acadêmicos e
profissionais dos sujeitos envolvidos. Segue as imagens selecionadas para o terceiro contexto da discussão: a
gestão.
Para essa discussão, houve a
necessidade de uma articulação prévia acerca do papel decisivo desempenhado
pelos meios de inovação no desenvolvimento da Revolução da Tecnologia da
Informação para as organizações. “A concentração de conhecimentos
científicos/tecnológicos, instituições, empresas
e mão de obra qualificada são as forjas da inovação da Era da Informação”
(CASTTELS, 1999).
Essa colocação foi seguida pela
exploração de um fragmento teórico que acabou por nortear a discussão
final: A formação de redes entre pequenas empresas com gerenciamento das
grandes empresas e as alianças entre empresas de grande porte em relação a
parte do mercado. Sendo essas duas tendências resultado da interação entre
as mudanças organizacionais e a tecnologia da informação (digitalização das
telecomunicações, transmissão em banda larga e melhoria nos computadores em
rede), uma mistura que gerou a "empresa em rede", que processa e
gera informações para melhor adaptação para o mercado mundial” (CASTELLS,
1999).
PRODUTO GERADO
Tendo o momento durado cerca de três
horas, a exposição teórica e a articulação dos temas selecionados durante o
planejamento sofreram uma alteração significativa durante o processo,
resultando numa adaptação do conteúdo que foi trabalhado no Power Point/data
show.
Após a adaptação necessária, finalmente os fragmentos teóricos, as imagens, as
reflexões e avaliações dos alunos do mestrado foram armazenadas num vídeo
produzido no Movie Maker.
16 de jul de 2012
O DESENVOLVIMENTO DA COMPETÊNCIA LEITORA TENDO COMO APORTE AS LENDAS CAPIXABAS
Meri Nadia Marques Gerlin
1
INTRODUÇÃO
Tomanik (2004) dá visibilidade a processos de pesquisas sociais nos
quais o cientista participa da vida e do cotidiano das populações pesquisadas,
apresentando esse tipo de atividade como sendo “[...] realizada dentro de um
contexto social, sendo influenciada,
ou mesmo determinada por este contexto” (TOMANIK, 2004, p. 169, grifo do autor).
Numa experiência como essa o cientista social sofre influencias, tendo em vista
suas próprias convicções e interesses do grupo com o qual mantém contato,
estabelecendo uma relação de pesquisa que não é baseada na neutralidade.
Essa forma de fazer pesquisa requer uma postura de diálogo
por parte do pesquisador, podendo este assumir uma perspectiva de trabalho
pautada na
interdisciplinaridade,
que se atualiza no campo das abstrações teóricas, do estabelecimento das
metodologias, mas também nas intervenções que as disciplinas promovem no meio
social (GOMES, 2001). Mesmo
presente nos ambientes educacionais, ligados à pesquisa e técnica, após tanto
tempo ainda a interdisciplinaridade pode ser relegada ao ostracismo imposto pelo pensamento positivista. Todavia, ainda
representa uma articulação entre a teoria e ação direcionada para constituição
da Práxis no campo da disciplinaridade, apresenta-se como
uma exigência imposta pela contemporaneidade (PINHEIRO, 2007).
Diante do
exposto seria indicado agregar a essa dinâmica uma atitude transdisciplinar, já que as ações da pesquisa além de se abrir
para o diálogo com outras disciplinas, deve estabelecer contato com “[...] as
artes, a literatura, o conhecimento popular, as religiões e Filosofia, buscando
mostrar uma nova visão da realidade, percebida além das fronteiras” (PINTO,
2007, p. 113) das próprias disciplinas.
Ao partir de uma
perspectiva de pesquisa no campo da Ciência da Informação entendida como sendo trans
e interdisciplinar “A questão é saber distinguir bons temas, capazes, ao mesmo
tempo, de sustentar uma mobilização e propiciar a geração de informações
proveitosas” (TOMANIK, 2004, p. 208) para a sociedade com a qual se
faz pesquisa.
No intuito de contribuir com as demandas informativas e educativas da
sociedade com a qual a pesquisa estabelece contato, nesse momento compartilha-se o tema de interesse dessa pesquisa,
que é a competência leitora e a narrativa oral, o que permitiu durante a
disciplina Metodologia de Pesquisa em Ciência da Informação, ministrada pelo
professor André Ancona, delinear a seguinte questão de estudo: como pensar a disponibilização das lendas capixabas de forma que se
possa chegar aos diversos tipos de ambientes educacionais, tendo como
finalidade contribuir com a competência leitora na chamada sociedade da informação?
O tema da pesquisa abre espaço para um diálogo com as necessidades dos
sujeitos da Região Metropolitana da Grande Vitória (ES) e autores como Benjamin (1996), Novaes (1968), Le Coadic (1996), Chartier
(1994), Simeão (2012), Cuevas (2008), Gasque
(2011), Thompson (1992) e outros que tornam possível buscar
pressupostos teóricos para suprir o questionamento da pesquisa.
2 DESENVOLVIMENTO
As narrativas são importantes para o desenvolvimento dos sujeitos da Região Metropolitana da Grande Vitória (ES), ou seja, dos municípios em que será realizada a pesquisa, ao contribuir para a compreensão de aspectos sociais, históricos, ambientais, educacionais e outros pertencentes ao universo capixaba. A aposta de escrita desse texto então reside na potencia da utilização de informações relacionadas às lendas, de forma a desenvolverem a competência leitora nessa região ao utilizar, com isso, métodos inspirados na História Oral.
Ao
pensar na narrativa oral como uma prática em extinção para
uma comunidade como a Região Metropolitana “[...] a memória deve, antes de mais nada, servir para acentuar um
sentimento de identidade comum, de modo que episódios de divisão e de
conflito caiam no esquecimento (THOMPSON, 1992, p. 191, grifo do autor)". Assim, pretende-se com a História Oral buscar uma variante considerada legítima de quem presenciou
as narrativas das lendas ou que narre ou que pelo menos dele tenha alguma
variante que seja discutível ou contestatória nesse sentido, pois afinal “a experiência que passa de pessoa a pessoa [e que] é a fonte a que
recorrem todos os narradores” (BENJAMIN, 1996, p.198).
2.1 A HISTÓRIA ORAL E COMPETÊNCIA LEITORA
Informação é definida por Le Coadic (1996, p. 05) como “[...] um
conhecimento inscrito (gravado) sob a forma escrita (impressa ou numérica),
oral ou audiovisual”. Em torno desse conceito, o autor apresenta um cenário do
progresso técnico e social, diante da explosão da informação, que se fundamenta
no poder criativo da linguagem e do raciocínio lógico. O exposto resulta na
compreensão da
[...]
importância da comunicação verbal da informação. [Porém,] Com o advento da
escrita, a comunicação passou de oral a escrita. Isto teve como consequência,
por um baixo custo energético, multiplicar a informação (cópia de manuscritos,
impressa, fotocópia) e memorizá-la, permitindo assim exteriorizar, primeiro nas
bibliotecas, uma das funções do cérebro humano, que é a memória. Essas
operações de multiplicação e memorização explicam uma boa parte do que se
costumou chamar de explosão da informação (mais exatamente a explosão da
quantidade de informação) (LE COADIC, 1996, p. 7).
Com
o “[...] advento da eletrônica (que se traduziu pela transição dos suportes
materiais para suportes imateriais), seguido da informática e do
desenvolvimento da comunicação de informações a distância (telecomunicações)
[...]” houve a amplificação e o armazenamento de enormes volumes de informações
(LE COADIC, 1996, p. 07). Mudanças foram causadas com a chegada das novas TICs
que acabaram contribuindo para o rompimento das barreiras. Essa realidade acaba
por criar um admirável mundo novo de produções.
Nessa direção Dudziak (2003, p. 23)
expõe que no cenário de uma ampla e caótica disponibilidade de informações,
estando incluída nesse processo a Internet, várias são as barreiras
relacionadas ao seu acesso. A autora inclui nesse processo o desconhecimento
dos mecanismos de recuperação e apropriação da informação. Nesse ínterim surge
a Information Literacy, conceito que engloba muitas definições e interpretações, conforme a área
de conhecimento na qual se insere.
Tendo em vista as relações que comumente são estabelecidas com a competência
no século XXI, principalmente no que se refere ao que atualmente é denominada
de competência leitora trabalhada em diversos ambientes educacionais (família,
escola, biblioteca, comunidades etc.), entende-se que esse tipo de competência
é atravessada pela alfabetização, letramento e competência informacional (GUASQUE, 2012).
Ao pensar em concepções de trabalhos que envolvam competência leitora, é possível afirmar que “[...] a capacidade de ler e interpretar textos é [inteiramente] necessária numa sociedade letrada [...]” (CAMPELLO, 2009, p. 71). O indivíduo/grupo deve ler e compreender diversos tipos de textos, informativos ou literários, para tornar-se capaz de adquirir competências em informação. Daí surge uma necessidade de os pais, bibliotecário, membros de associações de moradores, professores capacitar não apenas os sujeitos com os quais estabelece contato, mas também capacitar-se constantemente ao longo do processo de educação.
Pontua-se que modelos de Alfabetização Informacional
(ALFIN) devem ser criados para apoiar atividades “focando o desenvolvimento de
conhecimentos e habilidades em pesquisa” (SIMEÃO; MELO, 2009, p. 64) para o uso
efetivo de uma informação que faça parte do cotidiano dos sujeitos. Nessa
perspectiva, entende-se que o papel da instituição de ensino, formal ou
informal, reside
na preparação do indivíduo para que,
autonomamente possa aprender ao longo da vida. A frase recorrente leva a
colocação de Cuevas (2008, p. 10) quando expõe que essa preocupação é um
dos aspectos mais relevantes de forma a propiciar ao cidadão formação contínua.
Sendo esse objetivo um elemento principal da transformação educativa:
[...]
A grandes rasgos se trata de implantar el modelo de “aprender a aprender”, es
decir, ofrecer al estudiante unos conocimientos básicos que se complementarán
con una serie de habilidades o destrezas que, conjuntamente con el desarrollo
de una serie de actitudes concretas, facilitarán, una vez finalizados los
estudios secundarios, o en su caso, superiores, que El estudiante esté
capacitado para ejercer sus conocimientos y, paralelamente, actualizarlos.
Cuevas (2008), nesse sentido, auxilia na
apropriação
do
modelo que gira em torno da Alfabetização em informação para a competência
leitora (ALFINLEE) com a finalidade de refletir o uso efetivo da informação.
Uma informação que seja constituída pelo cotidiano dos leitores, deve
contemplar competências em leitura: para o acesso,
uso e avaliação da informação; para usar diferentes modalidades de leitura; para
ler tendo em vista a necessidade e o prazer; para adaptar-se em diferentes
espaços de leitura, presenciais e virtuais.
Diante desse
contexto, qual seria o papel da História Oral para essa pesquisa? Tendo em
vista a realidade das comunidades capixabas com as quais se estabelecerá
contato, inseridos numa sociedade que vive a era da tecnologia de informação e
comunicação?
O interesse em disponibilizar as
lendas por meio da fonte oral é caracterizada como “[...] registro de qualquer
recurso que guarda vestígios de manifestações da oralidade humana” (MEIHY; HOLANDA, 2007, p. 15). Sendo importante pontuar que "A construção e a
narração da memória do passado, tanto coletiva quanto individual, constitui um
processo social ativo que exige ao mesmo tempo engenho e arte, aprendizado com
os outros e vigor imaginativo (THOMPSON, 1992, p. 185)".
No caso de uma pesquisa que envolva o resgate das lendas capixabas é
necessário pensar na constituição de um estudo relacionado com o
estabelecimento de diálogos, ao levar em consideração, para além das
disciplinas envolvidas as informações contidas nas narrativas, buscando com
isso criar novas propostas, perspectivas para a produção de métodos no campo da
Ciência da Informação. Essa proposta requer do
pesquisador e dos colaboradores uma negação da tendência de hipervalorização
dos próprios campos de atuação, na qual
Cada ciência
estuda um aspecto particular da realidade. Isto faz com que, isoladamente,
nenhuma delas seja capaz de traduzir a realidade toda, ou de fornecer
explicações e sugerir alternativas para qualquer aspecto da vida
social” (TOMANIK, 2004, p. 198).
Quais as implicações
então da utilização do método da história oral para a comunidade da pesquisa?
Qual a representatividade dessa metodologia para o campo da Ciência da
Informação? A importância da História Oral é incontestável, já que como
metodologia possibilita dar voz aos sujeitos da sociedade que comumente não são
ouvidos, portanto aparece como um desafio aos mitos consagrados da história segundo Thompson (1992). Para esse
autor as narrativas “estão sujeitas a variações quando mudam as necessidades
sociais de seus narradores” (THOMPSON, 1992, p. 153), o que requer pensar em
alternativas para a realidade brasileira e mais especificamente capixaba.
Assim sendo, para qualificar a
pesquisa como história oral, são apontadas, pela literatura, algumas
possibilidades de utilização. Dentre elas, destaca-se a história oral como:
ferramenta; técnica e metodologia (MEIHY; HOLANDA, 2007,
p. 64).
Utilizá-la como ferramenta seria não constituí-la como um objeto específico de
pesquisa, tratando-o como um recurso adicional, um instrumento a mais, ou um
mero instrumento. Já a sua utilização como técnica, seria uma forma de oferecer
suporte para a realização das entrevistas, configurando esse processo como um
apêndice formalizado, devendo supor, para isso, que no projeto haja uma
documentação paralela, escrita ou iconográfica.
Parece então mais apropriado para a
realidade desta pesquisa, utilizá-la como metodologia ao considerar a história
oral mais do que uma técnica ou ferramenta, quando, os métodos, nela
compreendidos, indicam procedimentos, caminhos específicos, determinantes, para
obtenção de um método de pesquisa
que criará efeitos esperados e estabelecidos para a realidade da Região
Metropolitana, em função das hipóteses de trabalho (MEIHY; HOLANDA, 2007).
Diante da possibilidade de escolha entre os gêneros distintos história oral de vida e temática, caracteriza-se a pesquisa como história oral temática, devido ao
fato de esta pesquisa girar em torno de um propósito que é o de resgatar
informações relacionadas às lendas capixabas, tendo em vista é claro as
experiências dos sujeitos da Região Metropolitana. “Exatamente porque o que mais vale em história oral de vida são as versões individuais dos fatos de vida [...]” é o motivo da não adoção dessa opção (MEIHY; HOLANDA, 2007, p. 34).
2.2 NARRATIVA E
HISTÓRIA ORAL
Novaes (1968) realizou um importante trabalho de registro
das lendas do Espírito Santo, classificando esse tipo de narrativa como típicas
dessa região, entretanto, pontua a autora que as histórias resgatadas não podem
ser consideradas como sendo puras, pois
Cada narrador acrescenta-lhe pormenor e movimento, e a terra ambiente conquista
aos temas universais uma nacionalização inevitável. Fauna e flora substituem os
elementos naturais afastados e a lenda viaja, muitas vezes, ao redor do mundo
(NOVAES, 1968, p. 11).
Frente
o possível resgate de “textos com contextos” (FREIRE, 1997) que as lendas
constituem ao carregar aspectos característicos da Região Metropolitana, desse
modo, surge uma proposta de utilização da lenda
que “[...] passou a ser considerada como um produto inconsciente da imaginação popular
[...] na qual um personagem, sujeito a um determinado contexto
histórico, sintetiza os anseios de um segmento social [...]” (COELHO, 2003, p.
18).
Perante o acervo folclórico desse Estado, outra aposta que o trabalho carrega também reside na crença de
que a narrativa oral ainda é uma prática que persiste em pequenas comunidades da
Região Metropolitana da Grande Vitória (ES) que, mesmo na dita sociedade da
informação, ainda dedicam-se a essa arte artesanal, que perante os avanços da
modernidade se encontra em extinção conforme pontua Benjamin (1996).
Talvez porque a arte de narrar torna-se cada vez mais rara, seja parte fundamental da transmissão de uma experiência no sentido pleno, cujas condições de realização estão em extinção na sociedade moderna. A figura do contador que transmite um saber aos seus ouvintes a cada dia torna-se mais difícil na contemporaneidade, o que pode ser explicado como um declínio da transmissão de informações por meio da arte de narrar.
Talvez porque a arte de narrar torna-se cada vez mais rara, seja parte fundamental da transmissão de uma experiência no sentido pleno, cujas condições de realização estão em extinção na sociedade moderna. A figura do contador que transmite um saber aos seus ouvintes a cada dia torna-se mais difícil na contemporaneidade, o que pode ser explicado como um declínio da transmissão de informações por meio da arte de narrar.
Benjamin (1996) expõe ainda que a narrativa não se interessa em
transmitir uma informação ou um relatório, e sim, mergulhar na vida do narrador
que imprime na história contada a sua marca, como a mão do oleiro na argila de
um vaso. Nessa perspectiva, ao contrário de quem apenas relata, o narrador
inicia uma história descrevendo os fatos.
A história oral é um procedimento que auxiliará na construção de fontes
e documentos e registros das narrativas resgatadas por meio dos testemunhos, um
exemplo disso é a técnica de transcriação das narrativas após o resgate que
visa trabalhar textos e imagens para a disponibilização. Assim, versões e
interpretações sobre as lendas capixabas poderiam embasar o trabalho com a
competência leitora na região e em outros espaços geográficos já que se
pretende disponibilizar as informações na Internet. Porém,
a coleta das memórias durante o processo de entrevistas assume como compromisso
social a devolução/disponibilização dos resultados do desenvolvimento da
pesquisa, o que é condição básica de um projeto fundamentado nesse tipo de
metodologia.
Tendo
em vista que a realidade é complexa um mérito da história oral é o fato de que a
maioria das fontes permite que se recrie a multiplicidade original de pontos de
vista acerca das histórias narradas (THOMPSON, 1992). A utilização da metodologia que ocasionará em métodos de coleta das
informações que cada sujeito detém acerca das lendas, não pode ocasionar em fatos contados
hegemonicamente por meio da escrita, como resultados de pesquisas que
geralmente partem de uma única visão, que desqualificam os grupos que dela
participam. Uma experiência científica não se apresenta com contornos
deterministas, muitas vezes não carrega explicação razoável ou uma máxima que
dela se possa extrair imediatamente, daí a necessidade de levar em consideração
os acontecimentos narrados, que vão de encontro com os métodos tradicionais.
4 À GUISA DE CONSIDERAÇÕES
Tendo em vista a problemática e as questões trazidas neste texto, identificar
aspectos teóricos necessários para pensar a adequação de um repertório de
lendas capixabas no ambiente virtual torna-se uma ideia potente, tendo em vista
a finalidade de contribuir com a competência leitora pela via da
disponibilização desse gênero textual oral. Entretanto, essa discussão fornece
um tecido para outras discussões, também no campo da Ciência da Informação e de
áreas afins.
Desse modo, é necessário
encontrar formas de disponibilizar as informações sobre as lendas de forma a
propiciar competência leitora, alcançando sujeitos de diversos espaços tempos
educacionais, formais e informais, já que na atualidade a Internet possibilita a
essas instituições recebam novas informações numa velocidade jamais imaginada
as informações. “Com o texto eletrônico [ao seu favor], a coisa
muda. Não somente o leitor pode submeter o texto a múltiplas operações (pode indexá-lo,
colocar observações, copiá-lo, desmembrá-lo, recompô-lo, deslocá-lo etc.), mas
pode ainda tornar-se seu co-autor” (CHARTIER, 1994, p.192).
Resgatar, então, textos e imagens eletrônicas relacionadas com as lendas, aparece como uma estratégias para a comunicação e mediação de uma diversidade de aspectos sociais e culturais do povo capixaba, inserindo essa pesquisa no campo da Ciência da Informação ao apresentar como base a trans e interdisciplinaridade, assim como, considerar as demandas da sociedade (LE COADIC, 1996).
REFERÊNCIAS:
BENJAMIN,
Walter. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e
história da cultura. SP: Brasiliense, 1996.
CAMPELLO, Bernadete. Letramento informacional: função educativa do bibliotecário na
escola. Belo Horizonte: Autêntica, 2009. 80 p.
CHARTIER, Roger. Do códige ao
monitor: a trajetória do escrito. Estudos
Avançados, vol.8, n.21, p. 185-199, 1999. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-40141994000200012&script=sci_arttext. Acesso em: dez. 2012.
COELHO,
Maria do Carmo Pereira. As narrações da cultura indígena do Amazônia: lendas e
histórias. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (tese). 2003. São
Paulo.
CUEVAS, Aurora. Competencia lectora y alfabetización en información:
un modelo para La biblioteca escolar en la sociedad del conocimiento. Revista Ibero-americana de Ciência da
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DUDZIAK, Elisabeth Adriana. Information literacy:
princípios, filosofia e prática. Ciência da Informacão, Brasília, v. 32, n. 1,
p. 23-35, 2003.
FREIRE, Paulo. A importância do
ato de ler: três artigos que se completam. São Paulo: Cortez, 1997.
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Informação:
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de característica a critério delineador de seu núcleo principal. DataGramaZero - Revista de Ciência da Informação, v.2 n.4, ago. 2001. Disponível em: http://www.dgz.org.br/ago01/Art_04.htm. Acesso em: mai. 2012.
LE COADIC,
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Fabíola. História oral: como fazer, como pensar. São Paulo: Contexto,
2007. 176 p.
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PINHEIRO, Lena Vânia
Ribeiro. Pilares conceituais para mapeamento do território epistemológico da
ciência da informação: disciplinaridade, interdisciplinaridade, transdisciplinaridade
e aplicações. In: Virgínia Bentes Pinto; Lídia Eugênia Cavalcante; Casemiro
Silva Neto (Orgs.). Ciência da Informação: Abordagens Transdisciplinares,
Gêneses e Aplicações. Fortaleza: Edições UFC. 2007. p. 71-104.
PINTO, Virgínia
Bentes. Interdisciplinaridade na Ciência da Informação: aplicabilidade sobre a
representação indexal. In: Virgínia Bentes Pinto; Lídia Eugênia Cavalcante;
Casemiro Silva Neto (Orgs.). Ciência da
Informação: Abordagens Transdisciplinares, Gêneses e Aplicações. Fortaleza:
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